Daylight

Daylight

Terror em partidas aleatórias

Daylight, outro desses jogos de medo parecidos ao bem-sucedido Slender, tem, em seu interior, mais do que aparenta. Seu gancho principal é uma aventura em fases geradas aleatoriamente, o que dá ao título mais variedade que a vista habitualmente. Ler descrição completa

PRÓS

  • Cada partida é diferente
  • Som espetacular
  • Sensações provocadas

CONTRAS

  • Curta duração
  • Gráficos um pouco limitados
  • História problemática

Razoável
6

Daylight, outro desses jogos de medo parecidos ao bem-sucedido Slender, tem, em seu interior, mais do que aparenta. Seu gancho principal é uma aventura em fases geradas aleatoriamente, o que dá ao título mais variedade que a vista habitualmente.

É um jogo bastante assustador, cuja ambientação bem trabalhada mantém a tensão o tempo todo. Apesar de algumas falhas e de uma história estranha, se você gosta do gênero, dê uma chance ao Daylight e jogue-o no escuro, claro.

Medo, muito medo

Daylight é um jogo terrivelmente escuro. Você recebe um celular no começo da aventura - a única ferramenta que usará ao longo do jogo. O telefone serve de lanterna em um entorno sem luz; de mapa, para se orientar; e de comunicador com uma estranha voz. O homem que fala com você o incita a buscar uma série de documentos e pedaços de papel que o farão "recuperar a memória".

A partir desse momento, começa uma viagem por dezenas de locais, hospitais, casas abandonadas, bosques e prisões, nos quais é cada vez mais complicado procurar esses materiais. Quando tenha recolhido a quantidade necessária, uma "chave" será ativada, um objeto mágico que você tem que levar a uma porta. Depois de aberta, será possível continuar avançando no game.

A atração principal do Daylight é que, em cada partida, as fases são geradas aleatoriamente. Não há duas partidas iguais, e quando você começa uma nova aventura, o mapa é totalmente diferente.

Isso se deve a um sistema no qual os níveis são compostos por pequenas estâncias pré-programadas que, quando misturadas entre si, resultam em diferentes combinações. São como quartos conectados entre si que, em última instância, formam esses hospitais e prisões dos que falei anteriormente.

Indefeso, mas com um celular

Daylight é um jogo de terror bem acabado, com controles muito básicos, parecido a qualquer game em primeira pessoa e no qual a única ferramenta disponível é um celular. É preciso buscar certos papéis e recolhê-los, ao mesmo tempo em que foge de umas sombras que podem aparecer a qualquer momento para matá-lo.

Para se defender dessas sombras, você pode recolher rojões. O fogo serve para afugentá-las e faz com que desapareçam - mas não para sempre. Além disso, não há muitos rojões. Logo, a melhor opção é sempre evitar essas bruxas e/ou correr como o diabo foge da cruz.

Boa ambientação graças ao som

Assim como no Slender, as sombras perseguem você e podem aparecer em qualquer lugar e de qualquer forma. Às vezes, dá para vê-las chegando; outras, surge a sensação de que estão por perto; e em algumas ocasiões, elas surgem diante de você. Isso sim, o título faz você saber que sempre estão presentes, e no momento mais inesperado... susto! A assustadora ambientação está focada unicamente em preparar o momento de susto que fará você pular da cadeira.

Se a ambientação é boa, não é por causa de gráficos deslumbrantes. Na verdade, é um jogo bastante limitado neste aspecto, e grande parte da culpa é do sistema de criação de níveis. No final das contas, todos ambientes, portas, paredes e até o mobiliário se parecem muito entre si.

No entanto, é o som que dá ao Daylight o toque especial. Diversos tipos de ruído de edifícios abandonados, sons fantasmagóricos e os gritos da protagonista: tudo deixa você arrepiado e, de longe, é o que dá mais medo.

Conclusão

Se Daylight funciona como jogo de terror, é basicamente por dois motivos: o primeiro porque tem uma produção sonora excepcional; o segundo porque, ao contar com fases aleatórias, cada partida é nova e com sustos inesperados. O que é uma lástima, no entanto, é sua curta duração.

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